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- Qual o roteiro ideal de 10 dias em Portugal?
- Quanto custa uma viagem de 10 dias a Portugal?
- Dias 1 a 3: Lisboa — os bairros essenciais
- Dia 4: Sintra — compre os ingressos antes de sair de casa
- Dia 5: Évora e o Alentejo — o desvio que a maioria dos turistas pula
- Dias 6 e 7: Porto — Ribeira, vinho do Porto e os mercados
- Dia 8: Vale do Douro — o dia de vinho que você vai lembrar
- Dia 9: Braga ou Guimarães — escolha uma
- Dia 10: de volta a Lisboa ou saindo pelo Porto
- Roteiro dia a dia em tabela
- Trem, carro, ônibus ou avião: o que escolher
- Hospedagem por faixa de orçamento
- O que levar na mala
- Comidas que você precisa provar
- Erros comuns de quem visita Portugal pela primeira vez
- Considerações finais
Qual o roteiro ideal de 10 dias em Portugal?
Resumo rápido: dez dias é o ponto ideal para quem visita Portugal pela primeira vez. Reserve 3 noites em Lisboa, um dia em Sintra, uma noite em Évora para sentir o clima do Alentejo, 2 noites no Porto, um dia inteiro no Vale do Douro e um dia em Braga ou Guimarães. Orçamento de €1.400 a €3.200 por pessoa. Evite agosto (calor e lotação demais), reserve Sintra e as caves do Porto com antecedência, e leve um calçado de verdade para enfrentar a calçada portuguesa.
Eu me mudei para o Porto há três anos, e todo mês recebo a mesma mensagem de amigos lá do Brasil: “a gente vai ter dez dias, o que dá pra fazer?” Depois de levar meus pais, minha irmã e mais gente do que consigo contar por esse país, cheguei a um roteiro que cobre o essencial sem te deixar exausto. Dez dias não é suficiente para ver tudo (Portugal é maior do que parece no mapa), mas dá pra se apaixonar por Lisboa, pelo Porto, pelo campo alentejano e pelo Douro, deixando um motivo pra voltar depois para o Algarve ou os Açores.
Esse é o roteiro que eu montaria para os meus próprios pais, até no detalhe de qual pastelaria pular e qual trem você realmente precisa reservar com antecedência no site da CP. Vamos direto ao ponto.
Quanto custa uma viagem de 10 dias a Portugal?
Quem viaja no modo econômico gasta de €1.400 a €1.800 por pessoa (hostel, trem, refeições rápidas); a faixa intermediária fica em torno de €2.200 a €2.800 por pessoa (hotéis 3 estrelas, um jantar bom por noite, trem combinado com carro alugado); e quem viaja no estilo mais alto gasta €3.000 a €4.500+ por pessoa, com pousadas, hotéis de vinho no Douro e transfers privados. O voo internacional até Lisboa ou Porto pesa bastante nessa conta e varia muito dependendo de onde você embarca — vale comparar datas e escalas com calma antes de fechar a passagem.
Portugal ainda é bem mais barato que França, Itália ou Espanha — um almoço completo com vinho sai por €12 a €18 fora das armadilhas turísticas de Lisboa, e um trem regional de Lisboa a Évora custa €12,80. Mas os preços em Lisboa subiram forte desde 2022. Não espere valores de 2015.
Use a Wise para ter um cartão multimoeda — os caixas eletrônicos portugueses costumam cobrar de €5 a €7 por saque no cartão brasileiro, e a cotação da Wise costuma ser bem melhor que a do seu banco. Uso o meu todo dia por lá.
Dias 1 a 3: Lisboa — os bairros essenciais
Fique hospedado na Baixa, no Chiado ou no Príncipe Real por três noites. No dia 1, Alfama e o castelo (vá a pé, não de táxi — as ruas são a atração). No dia 2, Belém, com o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre e os pastéis de nata. No dia 3, fado no Bairro Alto, a LX Factory à tarde e um pôr do sol no Miradouro da Senhora do Monte. Três noites é apertado, mas dá para fazer.
Em Alfama: comece pelo Largo das Portas do Sol para curtir a vista, desça por Santa Luzia e se perca de propósito. Almoce no Ti-Natércia (pequeno, só dinheiro, sem luxo, as melhores sardinhas grelhadas que já comi na cidade) ou no Zé da Mouraria se o Ti-Natércia estiver com fila. Evite o bonde 28 no meio do dia — você vai esperar 45 minutos e viajar espremido feito sardinha. Pegue às 8h ou vá a pé.
Belém fica a 20 minutos de trem do Cais do Sodré (€1,80). Chegue aos Jerónimos na abertura (9h30) para escapar das multidões de cruzeiro. Para os pastéis de nata: os locais colocam a Manteigaria (no Chiado, não em Belém) na frente da famosa Pastéis de Belém. A Pastéis de Belém é uma instituição histórica, mas a fila é de 45 minutos e o pastel em si é bom, não excepcional. A Manteigaria assa na sua frente e cobra €1,40.
Para fado, evite os jantares-show voltados para turista no Bairro Alto. Reserve a Tasca do Chico (informal, consumo mínimo de €15 a €20 em comida, com cantores amadores e profissionais que aparecem de surpresa) ou a Mesa de Frades se quiser algo mais chique, com reserva feita com duas semanas de antecedência.
O Booking.com tem boas opções no Chiado a partir de €110/noite na baixa temporada. Já indiquei o Memmo Alfama (€220, piscina na cobertura com vista para o rio) para amigos e ninguém parou de falar bem depois.
Dia 4: Sintra — compre os ingressos antes de sair de casa
Sintra fica a 40 minutos de trem da estação do Rossio (€2,30 cada trecho). Chegue ao Palácio da Pena na abertura (9h30, €15 comprado com antecedência online) e vá à Quinta da Regaleira depois do almoço (€13). Pule o Monserrate a menos que tenha o dia todo livre. O Cabo da Roca vale uma passada rápida se você alugar um carro, mas não compensa ir de ônibus. Prepare-se para mais de 18.000 passos no dia.
Reserve a entrada com horário marcado do Palácio da Pena online com pelo menos 3 dias de antecedência — quem chega sem reserva no mesmo dia fica de fora o verão inteiro. O ônibus 434 da estação de Sintra até a Pena custa €4,25 só ida; a caminhada é íngreme, mas bonita (40 minutos). Se estiver viajando com os pais ou alguém mais velho, vale a pena um tuk-tuk (€15 a €25).
Almoço: o Tascantiga, na Escadinhas da Fonte da Pipa, serve comida portuguesa de verdade por €12 a €15 o prato. Evite os restaurantes na praça principal — o preço ali é pensado para turista desavisado.
Reserve um combo com fura-fila do GetYourGuide para Pena e Regaleira se a logística estiver te estressando. Vale os €10 extras para não ter esse trabalho.
Dia 5: Évora e o Alentejo — o desvio que a maioria dos turistas pula
Évora fica a 1h40 de trem Intercidades a partir de Lisboa Oriente (€12,80 a €19,20) ou 1h30 de carro pela A6. É uma cidade murada, patrimônio da UNESCO, com a Capela dos Ossos (€5), um templo romano e uma paisagem de montado de sobreiros que se estende até o horizonte. Fique uma noite numa pousada ou hotel rural — o Alentejo é outra coisa ao pôr do sol.
É aqui que eu imploro para você não ter pressa de voltar para Lisboa. O Alentejo é o sul tranquilo de Portugal: sobreiros, oliveiras, aldeias caiadas de branco e uma comida mais pesada e rústica que a de Lisboa ou do Porto. Peça o porco à alentejana (porco com amêijoas) no Fialho (€22, instituição desde 1948) ou no Botequim da Mouraria (sem reserva, sem cardápio, é só confiar).
Durma na Pousada Convento de Évora (€140 a €220, um convento do século XV reformado) ou vá 30 minutos além até um monte rural como o São Lourenço do Barrocal (€280+, mas só a vista já justifica o preço). O campo dos sobreiros pede carro alugado — a Europcar no aeroporto de Lisboa cobra de €35 a €55 por dia por um compacto básico.
O Booking.com é a forma mais fácil de filtrar pousadas e propriedades rurais. Reserve com 2 a 3 meses de antecedência para fins de semana de primavera e outono.
Dias 6 e 7: Porto — Ribeira, vinho do Porto e os mercados
Pegue o trem Alfa Pendular a partir de Évora (com baldeação em Lisboa) ou dirija 3h30 rumo ao norte. No Porto, fique na Ribeira, na Baixa ou em Cedofeita por duas noites. No dia 6: caminhe pela Ribeira, atravesse a Ponte Dom Luís I até Gaia para visitar uma cave de vinho do Porto (Taylor’s, Graham’s ou Sandeman). No dia 7: Livraria Lello, Mercado do Bolhão, almoço em Matosinhos com peixe grelhado. O Porto é menor, mais montanhoso e tem mais atmosfera que Lisboa.
Caves de vinho do Porto: Taylor’s (€22, o tour mais elaborado, terraço com vista incrível), Graham’s (€25 a €35, degustação excelente, mas a subida é puxada) ou Sandeman (€17, mais barato e bom para grupo). Reserve online com 48 horas de antecedência na alta temporada ou vai enfrentar fila.
No almoço, evite as armadilhas na beira-rio da Ribeira e pegue o metrô até Matosinhos (20 minutos, €1,50). A Marisqueira Antiga ou o O Gaveto servem dourada e robalo grelhados que acabaram de sair do barco. Reserve de €30 a €45 por pessoa com vinho incluído.
A francesinha é o sanduíche símbolo do Porto — pão, três tipos de carne, queijo derretido, molho de cerveja apimentado e, muitas vezes, um ovo frito por cima. O Café Santiago e o Brasão Aliados são os dois grandes concorrentes. É pesado. Planeje a tarde sabendo disso.
Dia 8: Vale do Douro — o dia de vinho que você vai lembrar
O Douro é a região vinícola de Portugal e a região demarcada de vinho mais antiga do mundo (1756). Saindo do Porto, pegue o trem panorâmico da CP até Pinhão (2h, €13 a €30 cada trecho) ou reserve um tour de dia inteiro em grupo pequeno (€85 a €140, com degustações, almoço e passeio de barco). Visite no máximo 2 ou 3 quintas — Quinta do Crasto, Quinta do Bomfim ou Quinta da Pacheca são minhas indicações.
Não tente fazer o Douro por conta própria sem carro e sem degustação reservada com antecedência. A maioria das quintas exige reserva e não recebe quem chega sem avisar. Um tour em grupo pequeno pelo GetYourGuide (€95 a €140) resolve a logística, inclui almoço no terraço e geralmente ainda dá um passeio de barco rápido.
Se for de carro, a vista da N-222 entre Peso da Régua e Pinhão já vale o aluguel sozinha. A piscina de borda infinita da Quinta do Crasto é a foto que todo mundo tira. As degustações custam de €15 a €30 por quinta.
Dia 9: Braga ou Guimarães — escolha uma
Braga (1h de trem do Porto, €3,55) é a capital religiosa de Portugal — o Bom Jesus do Monte, com sua escadaria barroca em zigue-zague, é a grande atração, além de uma cena gastronômica animada de cidade universitária. Guimarães (1h15, €3,55) é onde Portugal literalmente nasceu — o castelo medieval e o centro histórico são patrimônio da UNESCO e dá para andar tudo a pé num dia. Escolha uma; não tente fazer as duas.
Eu mandaria quem gosta de história para Guimarães, e quem quer uma cidade fotogênica e cheia de atmosfera para Braga. A escadaria do Bom Jesus é o monumento religioso mais impressionante do país. Suba de funicular (€2) ou encare os 577 degraus se quiser merecer o almoço.
Almoço em Braga: Cozinha da Sé ou Casa de Pasto das Carvalheiras, os dois abaixo de €18 por comida tradicional do Minho.
Dia 10: de volta a Lisboa ou saindo pelo Porto
Se você vai voar de volta pra casa saindo de Lisboa, pegue o Alfa Pendular de 3 horas do Porto Campanhã até Lisboa Oriente (€25 a €37 comprado com antecedência). Se puder sair pelo Porto (OPO), vale a pena — o aeroporto do Porto é menor, mais tranquilo e fica a só 20 minutos do centro de metrô (€2,60). TAP, Ryanair e easyJet operam saídas do OPO para os principais hubs europeus.
Não marque um voo internacional de manhã bem cedo no dia 10 se você estiver vindo de qualquer lugar fora do Porto na véspera. Chegue ao Porto na noite do dia 9 e durma perto do aeroporto, ou você corre o risco de perder o voo. Já vi acontecer.
Roteiro dia a dia em tabela
| Dia | Base | Principais atividades | Custo est./pessoa | Transporte |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Lisboa | Chegada, caminhada em Alfama, Miradouro das Portas do Sol | €80–€180 | Metrô do aeroporto €1,80 |
| 2 | Lisboa | Belém, Jerónimos, pastéis da Manteigaria | €70–€150 | Trem Cais do Sodré €1,80 |
| 3 | Lisboa | Chiado, LX Factory, jantar com fado | €90–€200 | A pé/Metrô |
| 4 | Lisboa | Bate-volta em Sintra — Pena + Regaleira | €75–€160 | Trem Rossio €4,60 ida e volta |
| 5 | Évora | Capela dos Ossos, templo romano, noite em pousada | €140–€320 | Intercidades €12,80 |
| 6 | Porto | Évora → Porto, Ribeira, caves em Gaia | €120–€280 | Trem via Lisboa €40–€65 |
| 7 | Porto | Livraria Lello, Bolhão, almoço em Matosinhos | €90–€200 | Metrô/A pé |
| 8 | Porto | Tour no Vale do Douro ou trem até Pinhão | €120–€260 | Tour em grupo ou trem da CP |
| 9 | Porto | Bate-volta em Braga ou Guimarães | €60–€140 | Trem CP €7,10 ida e volta |
| 10 | Partida | Voo pelo OPO ou trem até Lisboa | €40–€90 | Metrô/CP Alfa |
Trem, carro, ônibus ou avião: o que escolher
Nesse roteiro, o trem resolve 90% do que você precisa. O Intercidades e o Alfa Pendular da CP conectam Lisboa, Évora, Coimbra e Porto com confiança, e reservar no site cp.pt com 5 dias ou mais de antecedência libera as tarifas Promo (até 65% de desconto). Alugue carro só nos dias de Alentejo e Douro. O Flixbus é o mais barato, mas mais lento. Não vale a pena voo doméstico numa viagem de 10 dias.
Vantagens do trem: sem estresse com estacionamento, paisagem, estações no centro da cidade. Desvantagens do trem: o Alentejo rural é chato sem carro. Vantagens do carro: liberdade no Alentejo e no Douro. Desvantagens do carro: estacionar em Lisboa e no Porto é complicado (€15 a €25/dia) e a gasolina custa €1,80/litro. Minha regra: trem entre as cidades, carro só onde realmente precisa.
Europcar e Sixt têm balcão no aeroporto de Lisboa. Reserve pelo Booking.com para comparar preços de aluguel de carro — já economizei mais de €80 numa semana de aluguel assim.
Hospedagem por faixa de orçamento
- Dormitório de hostel: €25–€40/noite (Yes! Lisboa, The Passenger Hostel Porto)
- Hotel intermediário: €70–€130/noite (Ibis Styles, Vincci Baixa, Hotel Carrís Porto Ribeira)
- Boutique mais sofisticado: €150–€300/noite (Memmo Alfama, Torel Palace Porto)
- Pousada: €120–€250/noite (Pousada Convento Évora, Pousada Viseu) — reserve com 2 a 3 meses de antecedência
- Hotel de vinho de luxo: €350–€700+ (Six Senses Douro Valley, The Yeatman Porto)
Reserve pelo Booking.com com cancelamento grátis — os preços em Portugal mudam rápido na baixa/média temporada.
O que levar na mala
- Calçado de caminhada de verdade. Calçada portuguesa e ladeira acabam com sapato ruim. Nada de salto, tênis novinho ou sandália de sola fina.
- Corta-vento leve o ano todo, mesmo em julho.
- Camadas de roupa. Uma manhã de outubro no Porto pode ter 12°C; à tarde pode chegar a 24°C.
- Adaptador de tomada tipo F (dois pinos redondos) — a tomada brasileira não encaixa direto na portuguesa.
- Bolsa transversal com zíper seguro. Batedor de carteira no bonde 28 e no Rossio é coisa real.
- Protetor solar. O sol do sul é mais forte do que parece.
Comidas que você precisa provar
- Pastel de nata — para os locais, a Manteigaria (Chiado) ganha da famosa Pastéis de Belém. Discordem se quiserem.
- Bacalhau à brás — bacalhau desfiado, ovo, cebola e batata palha crocante. Comfort food de respeito.
- Francesinha — o sanduíche fatal do Porto. Café Santiago.
- Amêijoas à bulhão pato — amêijoas no alho, azeite e coentro. Essencial.
- Vinho verde — branco levemente gaseificado e de baixo teor alcoólico. €3 a €4 a garrafa no Minho.
- Porco à alentejana — porco com amêijoas. Não questione, só peça.
- Queijo da Serra — queijo de ovelha cremoso, da serra. Coloque na colher e passe no pão.
Erros comuns de quem visita Portugal pela primeira vez
- Tentar encaixar o Algarve. Fica a 3 horas de Lisboa e merece uma viagem só para ele. Deixe para outra vez.
- Não reservar Sintra com antecedência. O Palácio da Pena esgota todo dia no verão.
- Pular o Alentejo. Você vai se arrepender do dia que passou correndo, não do dia que desacelerou.
- Ver só Lisboa e Porto. Portugal não é feito de duas cidades.
- Dirigir para dentro do centro de Lisboa ou do Porto. Devolva o carro alugado no aeroporto.
- Achar que o português de Portugal vai soar igual ao nosso. O sotaque é fechado e algumas palavras mudam de vez (“fila” vira “bicha”, “ônibus” vira “autocarro”, “trem” vira “comboio”). Confunde nos primeiros dias, mas o ouvido se acostuma rápido.
- Dar gorjeta alta demais. Em Portugal, gorjeta não é obrigatória e gira entre 5% e 10% — 10% já é generoso. Não precisa exagerar.
Considerações finais
Dez dias em Portugal já bastam para entender por que tanta gente acaba se mudando para cá. Se der para esticar a viagem, nosso roteiro de 2 semanas em Portugal acrescenta o Douro, o centro de Portugal e o Algarve nesse mesmo trajeto, sem voltar atrás em nenhum trecho. Você vai comer melhor do que esperava, pagar menos do que temia e andar mais do que achava possível. Reserve Sintra e as caves de vinho do Porto antes de embarcar, deixe o roteiro solto o suficiente para um almoço longo virar jantar, e guarde meio dia para andar sem plano nenhum. É aí que costumam morar as melhores lembranças.
Se quiser se aprofundar em cidades específicas, dá uma olhada no nosso guia Morar em Lisboa 2026: Guia Completo, no raio-x das Melhores Cidades de Portugal para Quem Vai Morar Fora: Onde Escolher?, e na nossa lista detalhada de 8 Melhores Passeios de Um Dia Saindo de Lisboa (Guia 2026). E se lá pelo dia 7 você já estiver pensando “eu conseguiria morar aqui de verdade”, não vai ser o primeiro.
Perguntas frequentes
10 dias são suficientes para conhecer Portugal?
Para quem vai pela primeira vez e quer ver Lisboa, Porto e uma boa mostra do que tem entre as duas, sim. Você fica sem Algarve, Madeira e Açores, mas vê o essencial de Portugal continental sem se esgotar. Se quiser encaixar o Algarve também, planeje 14 dias.
Preciso alugar carro para esse roteiro?
Só para o Alentejo (dia 5) e o Douro (dia 8), e mesmo o Douro funciona bem com um tour em grupo. O trem resolve o resto mais rápido e mais barato. Alugue carro por 2 a 3 dias no total, não a viagem inteira.
E o Algarve, não entra no roteiro?
Fica de fora numa viagem de 10 dias. São 3 horas de Lisboa e merece 4 dias ou mais só para ele. Volte depois numa viagem de praia, em maio ou setembro.
Qual o melhor mês para visitar Portugal?
Maio, junho e setembro. Temperatura na casa dos 20°C, dias longos, menos gente que em julho e agosto, e preços de 20% a 30% mais baixos que na alta temporada. Evite agosto (calor, lotação, os portugueses estão todos na praia). Outubro é ótimo, mas os dias já encurtam.
Portugal é seguro para turistas?
Sim — um dos países mais seguros da Europa. Crime violento é raro. O maior risco são batedores de carteira no bonde 28, no Rossio e na estação de São Bento, no Porto. O cuidado básico de qualquer cidade grande já resolve.
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